Imóveis residenciais de padrões mais altos puxam lançamentos de Belo Horizonte
Hiperdados: Imóveis residenciais de padrões mais altos puxam lançamentos de Belo Horizonte
O mercado imobiliários residencial tem crescido em Belo Horizonte, puxado principalmente pela expansão de lançamentos imobiliários dos padrões alto e de luxo. Apesar de terem participação menor do que os demais segmentos de renda, essas faixas vêm registrando incrementos mais relevantes.
Cercada por monta Software para Incorporadora e Construtor…nhas e lindas paisagens, Belo Horizonte é a quarta maior cidade brasileira em população, com 2,32 milhões de habitantes, e responde pelo quinto Produto Interno Bruto (PIB) per capita do país, de R$41.818. A capital mineira é responsável por 1,2% do PIB nacional, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
No primeiro bimestre deste ano, o preço médio por metro quadrado das unidades apresentadas em Belo Horizonte foi de R$11.327, segundo levantamento da Hiperdados. Em 2023, o metro quadrado dos projetos de moradias teve o valor médio de R$ 10.482, ou seja, 10% superior aos R$9.515 de 2022.
Considerando-se fevereiro isoladamente , o preço médio por metro quadrado dos lançamentos ficou em R$11.408, o que representa alta de 1,5%, em relação a janeiro, e elevação de 15,2% em 12 meses, de acordo com sondagem de consultoria. Em parte, a valorização refletiu a queda de 6,7% do estoque residencial em relação ao mês anterior.
No ano passado, o Valor Geral de Vendas (VGV) dos produtos residenciais lançados em Belo Horizonte chegou a R$4,82 bilhões, conforme a pesquisa da Hiperdados. Do lançamento total de 5.619 unidades residenciais, 2.997 unidades foram vendidas ainda em 2023.
A Hiperdados começou a monitorar o mercado belo-horizontino em meados de 2022, o que torna inviável a comparação com o consolidado de 2023.
No segundo semestre de 2022, o VGV apresentado na capital mineira somou R$1,43 bilhão, com 3.975 unidades lançadas, das quais 1.123 foram comercializadas no mesmo ano, segundo o levantamento da consultoria.
O preço médio de imóveis residenciais prontos – apartamentos e casas – comercializados, no ano passado, em Belo Horizonte foi de R$539 mil, ou seja, 0,27% acima do ano anterior, de acordo com o levantamento do Data Secovi, instituto de pesquisas da Câmera do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG). Do total de unidades vendidas em Belo Horizonte, o segmento residencial correspondeu a 89%.
Segundo a pesquisa, feita a partir das guias de Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) emitidas pela prefeitura de Belo Horizonte, o total de casas, apartamentos, lotes e imóveis comerciais vendidos em 2023 foi de 22,2 mil unidades.
Assim como para o mercado nacional, as perspectivas são positivas para o setor imobiliário belo-horizontino em 2024. Na reunião de março, o Comitê de Política Monetária (Copom) cortou taxa básica de juros em 0,5 ponto percentual, para 10,75%. Foi a sexta redução consecutiva, e a autoridade monetária se comprometeu com mais um corte da mesma magnitude.
Quando a Selic mais baixa impactar os juros do financiamento imobiliário com recursos da poupança – destinado, principalmente, à classe média -, a demanda por moradias por esse perfil de consumidores tende a crescer. E as vendas para baixa renda já têm refletido a melhora das condições de compra de produtos enquadrados no programa habitacional Minha Casa, Minha Vida.
Em Belo Horizonte, a demanda imobiliária vem impactando também o mercado de locação residencial, com aumento dos preços. À medida que o crédito habitacional ficar mais barato, parte de quem busca imóveis para alugar, na capital mineira, deverá migrar para a procura de moradias para a compra.
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