Hiperdados: Lançamentos imobiliários caem 23% no Estado de São Paulo e 15% na capital até maio
Os lançamentos residenciais encolheram 23%, de janeiro a maio, no Estado de São Paulo, para 45.172 unidades, segundo levantamento da área de inteligência da Hiperdados. A pesquisa comparou os cinco primeiros meses deste ano com o mesmo período de 2022. As vendas caíram 17%, para 19.936 imóveis. Das unidades lançadas de janeiro a maio no Estado de São Paulo,
25.536 unidades não foram vendidas.
Na capital paulista, onde o mercado mobiliário é mais pujante, a desaceleração sentida pelas incorporadoras foi menor do que no consolidado do estado, mas expressiva de qualquer forma. A pesquisa da Hiperdados mostra queda de 15% das unidades lançadas, para 26.859 e retração de 4,2% no volume vendido, para 11.145 imóveis na mesma base de comparação. O total de imóveis apresentados nos cinco primeiros meses do ano, mas não comercializados no período foi de 15.714.
O levantamento considerou 650 incorporadoras da cidade de São Paulo e 1.700 empresas do estado.
Seja na cidade ou no Estado de São Paulo, incorporadoras reduziram o ritmo de apresentação de projetos ao mercado como reflexo de um cenário macroeconômico desafiador, com crédito mais restrito e mais caro, além de consumidores cautelosos na tomada da decisão de compra do bem que costuma ser o maior investimento da vida.
Dados da Associação Brasileira de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) demonstram retração de 19,9% no volume de unidades financiadas, para 177,4 mil imóveis de janeiro a abril ante o mesmo intervalo do ano passado.
Quando se considera que a poupança – aplicação financeira preferida dos brasileiros – continua a ter captação líquida negativa (mais dinheiro saindo do que entrando), fica claro que a concessão de crédito habitacional com essa fonte de recursos não vai crescer nos próximos meses.
Do lado do consumidor, de tanto ouvir falar que os juros estão altos, muitos potenciais compradores de imóveis acabam menos propensos a bater o martelo da aquisição, neste momento, mesmo que haja possibilidade de migração, futuramente, para uma linha de financiamento com melhores condições quando as taxas baixarem.
Nos próximos dias 20 e 21, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central vai se reunir para avaliar se a Selic – taxa básica de juros – está adequada para conter a inflação.
No mercado, espera-se manutenção da Selic, na reunião de junho, com início de redução no segundo semestre. Cada vez mais, crescem as apostas de que o Copom possa anunciar algum corte no início de agosto. O setor imobiliário torce por uma taxa básica de juros mais baixa que possa se refletir em financiamentos mais em conta tanto para incorporadoras e quanto para clientes.
Outro desafio enfrentado pelas empresas é o custo de construção, que segue elevado, ainda que o ambiente de aumentos frequentes pareça ter ficado para trás. O custo de um empreendimento – que inclui terreno, materiais e mão de obra, além de outros gastos – tem forte peso na definição se um projeto é viável.
Para preservar rentabilidade, incorporadoras têm lançado produtos com preço superior ao de um ano atrás. No Estado de São Paulo, o valor médio por metro quadrado lançado ficou em R$ 7.727, em maio, 11% acima do registrado no quinto mês de 2022, enquanto na capital paulista, o preço médio foi de R$ 11.767 por metro quadrado, com alta de 11,5%, de acordo com o levantamento da Hiperdados.
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