IPH indice Properati Hiperdados relatorio anual do mercado imobilário

inteligencia-de-mercado-incorporadora-iph-anual-2016O portal e aplicativo imobiliário Properati e a Hiperdados, a plataforma de gestão mais completa do mercado imobiliário, elaboraram um relatório que traz a medição da variação dos preços médios do setor imobiliário no ano de 2016 e as previsões para este ano. O levantamento é feito em cima da base de mais de um milhão de imóveis anunciados no portal Properati.

De acordo com o indicador de medição de preços do mercado imobiliário Índice Properati-Hiperdados (IPH), os preços médios dos imóveis usados à venda em São Paulo iniciaram um movimento de alta após idas e vindas ao longo de todo ano passado. Em dezembro, o preço médio do m² na capital foi de R$ 8.310, uma alta de 0,65% em relação ao verificado em novembro, quando, na reta final daquele ano, os preços subiram e chegaram a R$  8.256.

No balanço anual, considerando a variação da inflação do período medida pelo IPCA/ IBGE, os preços médios dos imóveis na capital financeira do País tiveram queda de 0,34%. Nesse cenário, o custo da moradia em São Paulo sofreu menos os efeitos da crise quando comparado com as outras capitais analisadas pelo Properati-Hiperdados (ver gráficos abaixo). Se descontada a inflação anual, os preços dos imóveis na capital tiveram uma alta de 5,83% – em 2015, o preço do m² na capital em dezembro era de R$ 7.845.

O mercado imobiliário do Rio de Janeiro, por sua vez, se manteve instável ao longo de todo ano. O indicador do IPH mostra que, em dezembro, os preços tiveram uma alta nominal de 1,52%, após sofrerem um tombo de 3,0% no mês anterior. A média do m² atual é de R$ 8.399, o mais caro entre as capitais analisadas. Ainda de acordo com o IPH, na comparação anual, os preços tiveram uma variação positiva de 0,24% de dezembro de 2015 a dezembro de 2016. Considerando a inflação, no entanto, a desvalorização foi de 5,69%.

Já os preços dos imóveis em Belo Horizonte reverteram tendência de queda na reta final de 2016. Houve uma alta nominal de 0,84% no valor do m² em dezembro, após recuos seguidos de 1,78% em novembro e 0,75% em outubro. No balanço anual, o preço do m² teve uma valorização excepcional de 9,67% na capital mineira. Mesmo descontada a inflação do período, a valorização nos preços foi de 3,18%, a maior observada entre as capitais que entraram no estudo.

Brasília segue tendência de valorização. O custo do m² subiu em 2,14% em dezembro. Antes, em novembro, houve um aumento de 0,99%, após salto de 2,55% em outubro. O preço  m² chegou a R$ 6.177. A capital brasileira registrou um balanço anual positivo de 3,38%. Isso sem contar a inflação, que joga a variação anual para 2,73% abaixo de 2015.

Os preços dos imóveis de Porto Alegre, após meses seguidos em queda livre, fecharam 2016 em valorização: em dezembro, o IPH registrou aumento de 2,34% no preço do m², que fechou o ano a R$ 5.690. Na variação anual, houve recuo de 1,42%. Considerando a inflação anual, o tombo foi de 7,25%.

Na região do ABC paulista, São Bernardo do Campo registrou aumento de 1,47% nos preços dos imóveis no período de um ano e fechou o ano com o m² custando R$ 4.754. Com a inflação, a variação anual ficou negativa em 4,54%. Em Santo André, o balanço anual foi negativo: os preços caíram em 2,77% e o m² fechou o ano ao custo de R$ 4.816. A desvalorização chegou a 8,52% se contada a inflação. Por fim, São Caetano do Sul teve crescimento anual de 1,11%, fechando 2016 com o m² valendo R$ 5.604. Considerando a inflação do período, os preços caíram em 4,87%.

No norte e nordeste do País, Belém fechou o ano com uma desvalorização nominal de 0,27% em 2016. O recuo salta para 6,17% com a inflação acumulada. Já Fortaleza viu seus preços médios aumentarem em 5,60% durante o ano. Considerando a inflação, no entanto, os preços caíram em 0,65%. Por fim, Salvador amargou uma desvalorização anual de 0,94% nos seus preços – a inflação aumenta essa corrosão para 6,80%.

Cenário

Para o diretor de Operações do Hiperdados, Wagner Dias, o mercado imobiliário começa o ano favorecido pelo início de um ciclo de queda acentuada do custo de capital. Em linhas gerais, o preço médio dos imóveis das 50 cidades medidas pelo IPH (Índice Properati Hiperdados) apresentaram o seguinte movimento:

– 90% das cidades apresentaram variação bastante abaixo da inflação medida pelo IPCA/IBGE, ou seja: podemos considerar perda de preço real dessas praças;

– 10% das cidades apresentaram variação um pouco acima da inflação medida pelo IPCA/IBGE, ou seja: mesmo havendo ganho de preço nessas praças, os valores não são expressivos.

“Nesse contexto, reflexo claro da recessão vivida nos anos de 2015 e 2016, podemos considerar que o mercado imobiliário sofreu perdas substanciais. Mas a crise passou e o país está iniciando o ciclo de recuperação econômica”, afirma Dias. Ele pondera que o mercado imobiliário depende do aumento da confiança das famílias e da melhora no nível de emprego, tendo em vista que a demanda por residências cresceu e as taxas de juros estão caindo. “Os projetos imobiliários engavetados devem sair do papel muito em breve”, diz.

O Country Manager do Properati no Brasil, Renato Orfaly, espera que 2017 seja o ano da retomada,  com aumento da confiança do consumidor através da redução dos juros, do desemprego e da inflação. “As construtoras sinalizam para o 2° semestre uma aceleração nos lançamentos, enquanto o mercado terá ainda que desovar seu estoque”, diz. De acordo com dados da ABRAINC (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias), esse estoque já soma 117,7 mil imóveis em construção ou prontos. “Acredito que haverá excelentes oportunidades de compra, com preços e condições de pagamento atrativos”, conclui Orfaly.

Segue gráfico do IPH/RES-G (Índice Properati Hiperdados Residencial Geral) demonstrando os preços médio de ciquenta cidades espalhadas pelo Brasil no intervalo entre dez/2015 a dez/2016:

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Segue gráfico do IPH/RES-G (Índice Properati Hiperdados Residencial Geral) demonstrando a variação percentual (nominal e a variação considerando o IPCA/IBGE) dos preços médios de ciquenta cidades espalhadas pelo Brasil no intervalo entre dez/2015 a dez/2016:

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