mercado imobiliário em foco segundo o indice properati hiperdados

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De acordo com o indicador de medição de preços do mercado imobiliário Índice Properati-Hiperdados (IPH), os preços dos imóveis de 29 das 50 grandes cidades brasileiras analisadas apresentaram queda. No comparativo entre as capitais analisadas, há um equilíbrio de cidades com variações para cima e para baixo, o que confirma o clima de instabilidade no mercado imobiliário brasileiro. A medição do índice desconsidera a inflação do período.

TABELA 1: Índice Properati Hiperdados Residencial Geral (IPH-RES/G): medição outubro/2016, variação nominal comparada com o mês anterior.

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Contribuição da amostra: é o percentual de contribuição dos índices para a composição do índice IPH-RES/G (Índice Properati Hiperdados Residencial Apartamentos), que são eles:

– IPH-RES/A (Índice Properati Hiperdados Residencial Apartamentos);

– IPH-RES/C (Índice Properati Hiperdados Residencial Casas).

A variação da amostra tanto do IPH-RES/A quanto do IPH-RES/C representa o quanto estas amostras evoluíram de um mês para o outro.

 

Após os preços médios dos imóveis à venda em São Paulo ensaiarem estabilidade em setembro, quando o IPH verificou um aumento de 0,20%, neste mês voltaram a cair: foi registrado queda de 1,18%. O m² do imóvel na capital custa hoje, em média, R$ 8.200,00

No Rio de Janeiro, os preços seguem tendência de sobe e desce – é bom lembrar que a passagem das Olimpíadas e das Paralimpíadas influenciaram um movimento de valorização no início do ano. O custo dos imóveis na capital carioca subiu 0,48% em outubro, após queda de 0,97% em setembro. Em agosto, o indicador havia apontado uma alta de 0,15%; em julho, queda de 2,1%.

Já os preços dos imóveis de Porto Alegre continuam em queda livre, mas o ritmo da queda em outubro foi mais contido que o observado nos meses passados. A desvalorização média dos imóveis chegou a 1,04% em outubro, após tombo de 2,15% em setembro. Em agosto, a queda foi de 2,29%, e em julho, de 1,9%.

Em BH, os preços também mantêm tendência de queda. No mês passado, o IPH registrou um recuo de 0,75%, abaixo, no entanto, do observado em setembro, quando houve queda de 1,89% nos valores médios dos imóveis da cidade. Em agosto, a queda foi de 0,62%.

Os imóveis da capital do Espírito Santo se desvalorizaram em 0,87% em outubro, ante uma leve valorização de 0,20% em setembro, segundo o IPH.

Após apresentarem um aumento de 2,25% no mês de agosto, os preços dos imóveis colocados à venda em Goiânia mudaram de rumo: em setembro, caíram em 2,50%. Em outubro, nova queda: desta vez, de 2,13%.

Os imóveis de Brasília, por sua vez, apresentam tendência de valorização. Em outubro, houve um aumento de 2,55% na média de preços, após uma alta de 0,74% observada em setembro. Curitiba também segue movimento de alta nos preços dos imóveis negociados na cidade. O IPH registrou alta de 1,16% em outubro – no mês anterior, os preços subiram em 2,81%.

Os preços médios em Florianópolis subiram menos em outubro, quando o IPH identificou um aumento de 1,16%. Em setembro, a média de valorização foi de 2,13%.

Na região do ABC paulista, apenas São Bernardo do Campo teve queda nos preços (-0,86%), enquanto Santo André e São Caetano do Sul tiveram valorização – altas de 0,68% e 1,39%, respectivamente. A mesma tendência foi observada em setembro, quando os preços em SBC caíram em 1,90% enquanto subiam em Santo André (0,10%) e em São Caetano (0,05%).

No nordeste do País, os preços seguem em alta em Belém (em outubro, houve aumento de 1,87%; em setembro, foi de 2,67%), Fortaleza (alta de 1,91% em outubro, ante 1,08% em setembro) e Salvador (aumento de 2,24% em outubro e 0,81% em setembro). Já Natal, sofreu uma reviravolta nos valores (após alta de 1,64% em setembro, registrou queda de 0,65% no mês passado), enquanto João Pessoa teve uma piora na tendência de desvalorização (em outubro, houve queda de 3,27%, após recuo de  2,16% em setembro).

Recuperação lenta

Para o diretor de Operações do Hiperdados, Wagner Dias, há um horizonte de melhora para o mercado imobiliário. “Há cada vez mais sinais que evidenciam certa melhora na confiança da economia. No caso específico do mercado imobiliário, os números não enganam: mais empreendimentos estão sendo lançados. Nesse sentido, vemos um claro sinal de melhora nas perspectivas”, afirma.

Por sua vez, o Governo Federal já está tomando providências para melhorar a economia do País. Recentemente, colocou em votação no Congresso Nacional um pacote para limitar o gasto público. Também já sinalizou para uma reforma da previdência. Soma-se a isso as políticas de controle da inflação, bem como o início da redução da taxa básica de juros pelo Banco Central.

Dias observa que, como essas medidas surtem efeitos a médio e longo prazo, o custo de financiamento de um imóvel permanece bastante alto, algo que torna a compra quase que inviável quando essa operação ocorre através de financiamento bancário. “Isso explica a flutuação dos preços para cima e para baixo nas principais cidades do País, conforme medido pelo IPH mensal”, diz. Lembra ainda que: “os fundamentos da economia que estimulam o comercio de imóveis como emprego e renda ainda estão aquém do que víamos a seis anos atrás. O volume de investimento estrangeiro entrando no país e a valorização do real são sinais de bastante otimismo, o investimento vai trazer produção e a taxa de desemprego tende a cair, a confiança volta e aí teremos famílias consumindo bens imobiliários”

O Country Manager do Properati no Brasil, Renato Orfaly, observa que a teoria da bolha imobiliária alardeada algum tempo atrás já se provou falsa. “Passamos por um período de crise política e econômica que seriam suficientes para deflagrar qualquer bolha imobiliária se ela realmente existisse. De fato, muitos ajustes de preços e descontos foram necessários para equilibrar a oferta e demanda, mas estivemos longe desse colapso alardeado por aí”, afirma.

Segundo ele, já há sinais claros de retomada no mercado. “Alguns dos nossos clientes estão desengavetando projetos e já temos consultas prévias de mídia para empreendimentos que serão lançados em breve”, diz.

O executivo reforça que o momento ainda é bom para a compra de um imóvel.  “Esse ano foi um ano de desova dos estoques das construtoras, o que contribuiu para a retomada e movimento positivo. Logo os preços voltarão a subir. Hoje ainda é possível negociar e obter um desconto real. Por isso, a hora de fazer um bom negócio é agora”, conclui.

TABELA 2: Índice Properati Hiperdados Residencial Apartamentos (IPH-RES/A): medição outubro/2016, variação nominal comparada com o mês anterior.

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TABELA 3: Índice Properati Hiperdados Residencial Casas (IPH-RES/C): medição outubro/2016, variação nominal comparada com o mês anterior.

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