paranorama das vendas de imóveis em São Paulo

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São Paulo é o maior centro econômico do país, portanto, no artigo de hoje, vamos falar sobre como estão os principais indicadores do mercado imobiliário, como venda de imóveis, VGV e VSO.

De acordo com pesquisa foi realizada pelo Departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP, o maior sindicato de habitação do mercado imobiliário da América Latina, a venda de unidades residenciais novas na cidade de São Paulo caiu para 828 em Julho desse ano, ante 2.097 imóveis comercializados no mês anterior, o que representa uma queda de 60,5%.

Número de unidades residenciais vendidas – Julho de 2015 a Julho de 2016

Quando comparada à venda de imóveis de Julho de 2016, mês em que foram comercializadas 1.042 novas unidades residenciais na capital paulista, o decréscimo foi de 20,5%.

O Sindicato da Habitação (Secovi-SP) salientou que o período de férias influenciou no baixo resultado apresentado pelo setor no mês de Julho, visto que reduziu a quantidade de visitas aos estandes. Tradicionalmente, nesse mês, as vendas e os lançamentos sofrem com a sazonalidade.

Ainda de acordo com a entidade, foram comercializadas 8.022 unidades residenciais na cidade no acumulado de Janeiro a Julho de 2016, o que representa uma queda de 25% em relação ao total vendido no mesmo período de 2015 (10,7 mil unidades).

Número de unidades residenciais vendidas de Janeiro a Julho – Evolução de 2004 a 2016

Mil unidades

Lançamentos de unidades residenciais caem 37% no acumulado do ano

O município de São Paulo apresentou um total de 1.099 unidades residenciais novas, com lançamento em Julho, conforme dados da pesquisa da consultoria especializada no segmento imobiliário Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio). O número é 49,5% menor que o de Junho de 2016 e 33,2% superior ao de Julho de 2015, quando foram registradas 2.178 e 815 unidades, respectivamente.

No acumulado de Janeiro a Julho deste ano, foram lançadas 6.830 unidades residenciais na capital paulista, o que representa uma queda de 37% em relação ao mesmo período de 2015 (10.852 mil unidades).

Valor Global de Vendas (VGV)

No mês de Julho, o VGV (Valor Global de Vendas) totalizou R$ 435,9 milhões, quantia 55,9% menor a de Junho, ocasião em que foram comercializados R$ 989,3 milhões, e 24% inferior ao apurado em Julho de 2015, que registrou um montante de R$ 573,6 milhões. Esses valores são atualizados pelo Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-DI) de Julho de 2016.

Vendas sobre Oferta (VSO)

O VSO, indicador expresso em porcentagem e que mede a relação de número de unidades vendidas com a oferta existente no mês, foi de 3,3% em Julho, o que representa uma queda de 58,2% em comparação ao VSO de 7,9% registrado no mês de Junho e de 11% em relação ao indicador de 3,7% apresentado em Julho de 2015.

O VSO de 12 meses foi de 38,2%, número 0,9% inferior ao de Junho de 2016, que foi de 38,6%. O índice registrou queda de 10,4% na comparação com Julho de 2015, que foi de 42,6%.

Análise por segmento

 

Quantidade de dormitórios

Os imóveis de dois dormitórios se sobressaíram em relação a todos os indicadores da pesquisa de Julho: 489 unidades comercializadas, 587 lançadas, oferta final de 9,3 mil unidades e VSO de 5%.

Do mesmo modo, segundo o Secovi-SP, os imóveis de um dormitório apresentaram uma boa performance: 222 comercializações, 250 unidades lançadas, oferta final de 8.078 unidades e VSO de 2,7%.

Tamanho do apartamento

Nas vendas, o destaque foi para as unidades com área inferior a 50m², com 346 unidades vendidas. De modo consequente, a faixa revelou o melhor VSO (4,5%).

Faixa de preço

Os imóveis com preços entre R$ 225 mil e R$ 500 mil lideraram as vendas: foram 321 unidades comercializadas. Ainda, essa faixa apresentou 498 unidades lançadas, VSO de 2,6% e oferta final de 11.856 unidades, quantidade correspondente a 48% do total de imóveis não vendidos na cidade de São Paulo.

A faixa com imóveis na faixa de preço abaixo de R$ 225 mil registraram melhor VSO: 14,6% no mês. De acordo com Celso Petrucci, o economista-chefe do Secovi-SP, a oferta é pequena, mas há maior demanda nessa faixa de preço.

No fim de julho, havia apenas 1.229 unidades não comercializadas nessa faixa de preço, isto é, 5% do total ofertado.

Novos imóveis

O município de São Paulo terminou o mês de Julho com 24.627 unidades não vendidas disponíveis, número próximo ao apresentado no mês anterior (24.609).

A oferta é estabelecida por imóveis na planta, em construção e prontos (remanescentes), lançados entre Agosto de 2013 e Julho de 2016 (nos últimos 36 meses).

Reação da indústria imobiliária nos próximos meses

De acordo com o Sindicato, já era de conhecimento de todos que o Brasil e, por conseguinte, o mercado imobiliário, teria tempos difíceis pela frente. A entidade ressaltou que, apesar de não ser possível prever quando teremos um cenário mais sólido e seguro, é preciso continuar trabalhando duro para que isso aconteça. Dessa forma, é possível que o setor imobiliário readquira condições de atuar de forma a ajudar o Brasil a crescer e vencer situações adversas.

Para tanto, segundo o Sevovi-SP, é preciso que todos tenham em mente de que crise é, também, uma oportunidade de evoluir.

Assim, será mais fácil vencer as dificuldades e fazer com que a indústria imobiliária perdure gradualmente mais forte e reconhecida como parte vital para o desenvolvimento do país.

Para o Secovi-SP, o mercado imobiliário continua concentrado em imóveis de valores de até R$ 500 mil e a queda no mês de Julho já era esperada, porém há a expectativa de que haja reação da indústria nos próximos meses.

Segundo Flavio Amary, presidente do sindicato, a diminuição da Selic é vital para a reação da indústria imobiliária no segundo semestre. Para ele, “a perspectiva de adoção de medidas que estimulem o setor e, consequentemente, possam desencadear o processo de crescimento econômico, também nos leva a crer que haverá um ambiente mais favorável aos negócios e aos investimentos”.

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