A retomada do crescimento econômico - Software para Incorporadora e Construtora

crescimento-economicoA desaceleração do desemprego e a melhora do índice de confiança entre famílias e empresários são fatores que indicam uma retomada do crescimento econômico no país. Contudo, a projeção, segundo analistas, é de que haja uma retração no Produto Interno Bruto (PIB) de cerca de 3% ainda em 2016.

Diante deste cenário, surgem muitas dúvidas: como a economia irá responder ao arranjo nas contas públicas antevisto para 2017? Como esse ajuste atingirá a retomada da atividade econômica esperada para a transição de 2016 e 2017? Como a conjuntura externa afeta as possibilidades do Brasil? Em relação ao quadro político, quais são os temas que nortearão as atitudes do governo e do setor privado nos próximos anos?

Todas essas questões são relevantes para o futuro do país, e por isso, estão no centro das atenções dos analistas de economia.

Retomada do mercado de trabalho

Estima-se que o mercado de trabalho não apresente sinais de melhora em 2016 e que o desemprego deva chegar ao pico de 12,4% no fim do primeiro trimestre de 2017, conforme avaliação do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

A melhora do emprego, geralmente, tem um atraso em relação à da economia. Assim, nas situações de desaceleração, o emprego é o último fator a apontar piora, no entanto, na recuperação do crescimento, ele tende a demorar mais para retomar do que a atividade econômica.

Retomada da economia

A economia brasileira vai se recuperar no próximo ano, apresentando um crescimento de 1,3%, de acordo com o último relatório Focus. Segundo Henrique Meirelles, ministro da Fazenda, a retomada do crescimento econômico pode acontecer mais rapidamente, já que a queda foi grande.

Investimentos em moradia para baixa renda

Ano de 2016

As obras do Minha Casa, Minha Vida, programa do Governo Federal criado em 2009 para facilitar a compra da casa própria por famílias de baixa renda, pararam antes do afastamento definitivo da ex-presidente Dilma Rousseff.

As contratações de moradias para famílias que se enquadram na faixa 1 do programa foram de apenas 30 mil unidades neste ano. Essa modalidade destina empreendimentos habitacionais a famílias com renda mensal bruta de até R$ 1,8 mil.

Segundo o ministro das Cidades, Bruno Araújo, a inadimplência na faixa 1 do programa foi muito alta, atingindo 25%.

O Governo Federal anunciou em agosto o início da contratação de unidades habitacionais na faixa 1,5 do programa, que é destinada a famílias com renda entre R$ 1,8 mil e R$ 2,35 mil e oferece subsídios de até R$ 45 mil para financiamento de imóveis que custem até R$ 135 mil.

Após assumir a Presidência da República interinamente, Michel Temer anunciou, em Agosto de 2016, a retomada das obras de 10.609 mil unidades habitacionais da faixa 1 do programa. Para concluí-las, serão necessários aportes de R$ 56,58 milhões.

O Governo já havia assumido a contratação de 4,2 mil unidades. Além disso, segundo o Ministro das Cidades, a estimativa é de que outras 35,3 mil unidades que ainda estão paralisadas nesta faixa também sejam retomadas nos próximos dez meses.

Devido à restrição fiscal, o governo demandou que o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) arque com os subsídios da faixa 1 do programa Minha Casa, Minha Vida nos anos de 2015 e 2016 para auxiliar a botar em dia os pagamentos atrasados às construtoras. O fundo já era responsável por bancar os subsídios das faixas 2 e 3 do programa.

No amontoado desses anos, o FGTS designou R$ 8,1 bilhões a fundo perdido para financiamento da faixa 1 do programa.

O investimento em moradia para baixa renda programado para 2016 foi de R$ 7,9 bilhões.

Expectativas para 2017

Já para 2017, o governo Michel Temer prevê aplicação de 7,2 bilhões para investimentos em moradia para baixa renda, o que significa uma queda de aproximadamente 9% em relação ao investimento previsto para 2016.

Além da previsão do Orçamento-Geral da União, o Minha Casa, Minha Vida contará, também, com R$ 48,5 bilhões de financiamento do FGTS e R$ 9 bilhões de subsídios do Fundo, totalizando, assim, R$ 64,7 bilhões.

Para 2017, está prevista a contratação de 400 mil moradias das faixas 2 e 3, 100 mil na faixa 1 e 40 mil na faixa 1,5.

Temer afirmou que a retomada das obras do Minha Casa, Minha Vida será fundamental para que o país conquiste avanços sociais em diferentes frentes. Para o Presidente, a área da construção civil é onde mais se verifica a possibilidade de difusão do emprego.

Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)

À frente de um cenário econômico negativo, o Governo Federal busca recuperar o compromisso com os projetos de investimentos em infraestrutura, que podem ser alavancados por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

O PAC é responsável pelo monitoramento de aproximadamente 36 mil empreendimentos.

Nele, estão previstos investimentos em infraestrutura, que são indispensáveis para a retomada da economia brasileira, visto que não ocasionam mudanças apenas no dia a dia da população, mas, também, na geração de oportunidades de negócio, emprego e renda para o País, que são extremamente importantes na ocasião atual.

Para 2016, o governo trabalhava com a previsão de destinar R$ 42,5 bilhões para investimentos do PAC.

Porém, para se adequar à realidade do país, que deve fechar 2016 com um déficit fiscal do setor público de R$ 163,942 bilhões, esse valor sofreu alguns ajustes durante o ano. Dessa maneira, a estimativa de investimentos do PAC reduziu para R$ 29 bilhões em 2016, ou seja, 13,5 milhões menos do que a previsão inicial. Já para 2017, o orçamento previsto é de R$ 35,8 bilhões.

A divulgação do 3º Balanço do PAC foi feita no dia 30 de agosto e mostrou que, independentemente do cenário econômico restritivo, o andamento do programa continua dentro do previsto, saindo de R$ 251,7 bilhões, realizados até Dezembro de 2015, para R$ 364,6 bilhões, investidos até junho de 2016. O balanço completo está disponível para download aqui.

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